Que o mundo mudou todos já percebemos e que ele ainda vai continuar mudando ninguém mais tem dúvida. Os modelos de relacionamento, casamento, o conceito de família, já estão bem diferentes e encontramos por aí novos modelos mais originais, autênticos e condizentes com o que a pessoa realmente quer. Hoje em dia a individualidade e a liberdade de escolha estão muito mais presentes. Porém, o que ainda não tem mudado muito, embora já esteja num caminho de avanço, é o modelo de sucesso. Principalmente, o modelo de sucesso que os pais ensinam para os seus filhos: estude muito, com afinco para entrar na faculdade e depois ter um bom emprego.
No livro Pai Rico, Pai Pobre o autor aborda de forma simples e direta a importância de se adquirir alfabetização financeira. Algo muito valioso e que não aprendemos durante toda a fase acadêmica. Saímos da escola achando que foi o último passo, porém é só o primeiro. Adquirimos um cartão de crédito sem nem saber como funciona direito e já saímos utilizando.
Algumas pessoas têm a sorte, ou vão atrás, de um exemplo de sucesso e prosperidade para aprender. Outras, vão atrás de um emprego e ficam por isso mesmo, precisando de mais dinheiro para pagar mais dívidas.
Um exemplo muito marcante deste livro, em minha opinião, é a oportunidade que os dois garotos tiveram de aprender educação financeira com o chamado pai rico deles, em uma idade boa, pois ainda não tinham concluído seus estudos e nem iniciado a vida profissional.
Os dois foram convidados para trabalharem na empresa dele para desta forma virem como funciona “a vida real”, como ele coordena sua equipe, sua forma de trabalhar, investir, etc. Mas, foram convidados não apenas a olhar como funciona e sim participar. Inicialmente, ganhariam um valor muito pequeno, simbólico. Após, um mês de trabalho um dos garotos indagou a fato de estar lá há um mês e ganhar tão pouco. Na primeira oportunidade que teve foi reclamar com o seu empregador o fato de estar ali, trabalhar bastante, perder seus sábados de lazer e ganhar tão pouco. A resposta foi digna de uma lição para a vida inteira. Respondeu pai rico que o fato de estarem trabalhando para aprender e não pelo dinheiro abria a cabeça para ter novas ideias sobre formas e meios de se fazer mais dinheiro. Ofereceu-lhe um aumento. O menino hesitou em responder e ele ofereceu um aumento ainda maior e continuou a aumentar sua oferta ao ponto de balançar fortemente as emoções do jovem aprendiz. Resistiu à tentação em ganhar mais, pensou em todas as coisas que poderia comprar ganhando mais dinheiro e tomou a decisão de continuar trabalhando para aprender e adquirir alfabetização financeira. Em não estar preocupado com o salário no final do mês conseguiu gerar várias ideias e uma delas foi tão bem sucedida que em pouco tempo começou a ganhar mais do que a oferta final de salário. Continuou na empresa e abriu seu próprio negócio, que funcionava muito bem, mesmo sem a sua presença. Conseguiu fazer o dinheiro trabalhar para ele. O livro conta que raramente o problema das pessoas é resolvido com mais dinheiro. A inteligência resolve os problemas. E que grandes emoções tendem a reduzir a inteligência financeira. Por isso que, ao receber um dinheiro inesperado as pessoas não sabem o que fazer com ele, fica tão emocionada que acaba perdendo tudo, não faz o dinheiro voltar.
O que precisamos aprender é a diferença entre um ativo e um passivo. Ativo é o que nos dá renda e passivo é o que gera despesas. Muitas pessoas acham que seu maior ativo é seu imóvel, a sua casa própria. Porém, ele dá muitas despesas todos os meses. Se fosse, por exemplo, um imóvel próprio apenas para alugar, seria um ativo, pois só daria lucro.
A dica do livro é utilizar uma parte do contracheque, para quem tem, para investir em ativos e o lucro destes ativos transformarem-se em mais investimentos. E, todo gasto deve ser retirado do lucro dos investimentos e não do contracheque. De forma que caso a pessoa pare de trabalhar, ou saia do trabalho, não fique sem renda.
Por fim, temos que pensar sobre: qual é o meu negócio? A pessoa tem uma profissão e um negócio. Que não são os mesmos. Como o exemplo do criador da franquia do Macdonald’s. Seu negócio não é venda de hambúrgueres, como todos pensam, e sim imobiliário venda dos terrenos para instalarem uma franquia do Macdonald’s.
Quando as pessoas se formam ou se especializam em um ofício, adquirem uma profissão, mas não um negócio. Devem ir atrás do seu negócio, que lhe proporcione prosperidade, prazer e contentamento. Tem que ter paixão pelo seu negócio para que ele realmente dê certo!