Monday, November 23, 2009

Filosofando com Beauvoir

O criador se apóia nas criações anteriores para criar a possibilidade de criações novas; seu projeto presente abraça o passado e deposita na liberdade por vir uma confiança que jamais se desmente. A cada instante, ele desvela o ser visando a um desvelamento ulterior; a cada instante, sua criação se confirma através da criação inteira.

Entretanto, o homen não cria o mundo; ele só consegue desvelá-lo através das resistências que esse mundo lhe opõe; a vontade só se define suscitando obstáculos; e por meio da contigência da facticidade, alguns obstáculos se deixam vencer, outros não. É o que expressava Descartes quando dizia que a liberdade do homen é infinita, mas seu poder, limitado.

E o que pode aumentar nosso poder?

Autoconhecimento!

E isso não é só teoria, existe na prática. Primeiro tem que adotar o auto estudo, se observar com atenção. Fazer um mergulho na corporeidade. Desbravar os limites do corpo, soltar as amarras que atualmente são conhecidas por contrações que somatizam nossas tensões e impedem um grande fluxo de vida circular pelo nosso majestoso corpo.

Respirar melhor para que a vida possa também penetrar pelas narinas até chegar nos recônditos mais distantes. Assim, trazer a liberdade do ar para dentro de nós e em grande quantidade. Podemos perceber que ao fazer uma respiração profunda em algum momento de tensão iminente nos dá um bem estar e um alivio imediato, uma sensação de estar livre para tomar a decisão certa, por estar com a emoção rapidamente aquietada e assim pensar com mais lucidez.

E isto é só o início. Como trilha para aumentar o autoconhecimento sugiro o Método DeRose. Uma cultura que viabiliza-nos conhecer melhor nosso corpo, emoções, mente, intuição, comportamento, condicionamentos, etc. E quanto mais nos conhecemos, em todas as áreas, mais podemos mudar para melhor.

As técnicas e os conceitos estão entrelaçados como uma teia ou trama do tecido. E assim, dessa forma sutil aprimoram o ser humano de forma integral e satisfatória. E as consequências deste autoaprimoramento?

Mais poder!

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