Wednesday, February 16, 2011

De onde vem a comida que você come?


O programa da Oprah desta semana está surpreendente com uma matéria bem realista sobre não comer carnes.

O interessante desta talentosa apresentadora é que ela sempre vai a fundo na matéria escolhida. As horas de duração são todas dedicadas a esclarecer, debater e conversar sobre o assunto em pauta, quase sempre muito relevante. É possível desta forma ver todos os lados da questão.

Neste dia estavam presentes uma escritora estadunidense, bem famosa por ter escrito alguns livros sobre a alimentação vegan, mais um escritor de livros sobre culinária e uma gerente de frigorífico. Foi lançado um desafio à centenas de famílias de ficarem uma semana sem ingerir cadáveres, ovos e lacticíneos. A escritora serviu como consultora às famílias que após um pouco de resistência toparam seguir suas dicas e foram com ela ao supermercardo. Eles compraram muita comida congelada e enlatados. Neste ponto não consigo achar que alguém vá gostar desta substituição. Quando se tira algo que não se gosta, que não faz bem a saúde não é preciso colocar nada no lugar, desde que se coma de tudo, nada vai faltar. A soja, o tofu, não são saborosos, não tem como deixá-los bom.

Parando de comer carne o ideal é usar a criatividade dentro da cozinha e não tentar encontrar algo pronto para substituir. É preciso acima de tudo comer bem, com prazer e agrandando em cheio ao paladar.

É muito comum encontrar vegans nos EUA. Eles são um pouco radicais pois não param de ingerir carnes primeiramente, já param de uma vez só de ingerir qualquer alimento de origem animal. Isto é muito mais difícil de se alimentar com tranquilidade no dia-a-dia. Ovos e leite não são consumidos em grande quantidade a ponto de fazerem muito mal. Geralmente vem junto a tortas salgadas, massas, queijos, iogurtes, etc.

A escritora e entrevistada comentou sobre o termo veganish, que são as pessoas que comem apenas um único tipo de carne, carne de peixe(fish).

A visita ao frigorífico com autorização para filmar o matadouro, raríssimo de se conseguir,  foi o mais chocante. As imagens começam com milhares de bovinos juntos, com pouco espaço para andar, comendo sem parar cereais de milho, para engordar alguns quilos por dia até chegar ao ponto ideal para o abate. Eles saem de uma fazenda e ficam 20 dias, em média, no próprio local onde morrerão para se acalmarem. Já que o estado emocional pode  interferir  na qualidade da carne. É considerado o melhor frigorífico dos EUA por dar uma morte digna e humanizada aos animais. Isto chega a ser revoltante. Existe uma forma humanizada de matar alguém? Isto é questão de rever conceitos. Desde quando tirar a consciência de um ser vivo para que ele não tenha consciência que vai ser sacrificado é digno? Com certeza existe formas ainda mais brutas e estes locais não permitiram a filmagem. 

Oprah fez questão de frisar que era importante as pessoas saberem de onde vem o alimento que elas ingerem. Por exemplo, o hamburguer é produzido após a trituração dos restos dos animais. Primeiro tiram as partes conhecidas e vendidas e da sobra, entanda sobra por pedaços de estômago, pele, gordura, ossos, etc, é feito um bolo disso tudo e prensado até o formato de hamburguer, só assistindo para saber. É no mínimo de se pensar duas, três, quatro vezes, antes de comer qualquer tipo de carne. Isto foi de imensa utilidade já que existe uma grande parte da população norte americana viciada em fast food.

O resultado do desafio foi interessante. Alguns se sentiram tão bem que estenderão de uma semana para um mês a dieta vegan, outros vão retornar ao antigo estilo alimentar porém com redução do consumo de carnes e uma pequena parte desistiu no meio do caminho. O fato de acrescentar soja e tofu ao cardápio deve ter sido um fator crucial contra o sucesso absoluto da alimentação sem carnes. Não deve ser fácil e nem agradável comê-los quase todos os dias! Talvez, com apenas o incremento de temperos, leguminosas, massas bem elaboradas, hortaliças, grãos, bons queijos, etc, enfim, com uma série de opções  que não foram exploradas a contento, os participantes teriam tido maior satisfação alimentar.

Oprah e seu programa valem todo o prestígio que tem, compartilham ótimas informações à sociedade e contribuem para torná-la ainda melhor, com pessoas mais lúcidas e conscientes.

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